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Idealizador

Palavras do Idealizador​

 
 

Integrando inicialmente a equipe do saudoso professor e advogado Severo Lopes da Silva, ao lado de Cláudio Renato Santos Costa, hoje Desembargador do TJMG, e dos professores Joaquim Ruiz de Gamboa Neto e Vicente Paula Mendes, aprendi que a advocacia é, antes de tudo, ética, moralidade e estudo.

 

 

 

Cláudio acabou optando pela magistratura e Vicente, pelo magistério superior. Assim, resolvi criar meu próprio escritório: a Advocacia Procópio de Carvalho, inspirado no escritório do mesmo nome em Brasília e de meu saudoso pai, João Procópio de Carvalho.

 
 
 

Convidei, então, os caríssimos colegas Aldo de Freitas e Cláudio Figueiredo, e, juntos, na Rua Araguari, 1541, iniciávamos um novo tempo. Uma advocacia vibrante e destemida, que tinha como estagiário o caríssimo José Arthur de Carvalho Pereira Filho.

 

 

 

Depois de longo tempo, Cláudio optou pela magistratura e Aldo seguiu voo próprio.

 

 

 

Continuamos, degrau por degrau, exercitando a advocacia, como fazemos até hoje. Examinamos cada caso de forma artesanal, vivendo as angústias e alegrias de nossos clientes, sempre tratados como únicos por uma equipe unida e dedicada 24 horas à advocacia e, somente, a ela.

 

 

 

Um caso emblemático: em uma determinada tarde, um já tradicional cliente nos procura:

 

 

 

“– Doutor, estou quebrado! Quero pagar e não tenho nada, a não ser meu estimado pássaro preto.”

 

 

 

“– Então você tem!”, respondi. E indicamos à penhora, numa execução que lhe movia determinado banco, o tal pássaro, descrito pelo cliente como: “Pássaro preto, goela solta, come na mão e gosta de cafuné”. Como valor estimado do “bem” foi dado o próprio valor da causa, considerado inferior ao valor de “estimação”.

 

 

 

Não é preciso relatar o alvoroço causado pela inusitada indicação. Todos se voltaram contra o credor, houve discussãos e a penhora do pássaro seria válida ou não e até a Sociedade Protetora dos Animais entrou como assistente no processo. O fato ganhou espaço na imprensa escrita e televisiva, com notícia final no Jornal Nacional, culminando com a crônica de nosso poeta maior: Carlos Drummond de Andrade.

 

 

 

Mas, na verdade, o que nos interessa hoje frisar é o saldo do ocorrido. O banco exequente desistiu da ação, garantindo seu arquivamento. Os demais credores, sensibilizados, uniram-se no então conhecido “concurso de credores” e deram ao nosso cliente a chance de liquidar, pouco a pouco, seu passivo e, por fim, soerguer-se.

 

 

 

Assim tem sido, até hoje, nossa advocacia. O cliente sempre em primeiro lugar.

 
 
 

 

José Murilo Procópio de Carva​lho​​

 

 
 
 
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